Engravidar era Vergonhoso porque a Mãe Claramente Não era Mais Virgem
No colégio o (ótimo) professor de português, o Zé Paulo, mandou ler “Casa de Pensão”. Na época eu discordava ideologicamente dos naturalistas por causa de seu determinismo, sem saber que ia acabar discutindo com amigos que se tornaram fascistas que eles não têm ideia de como é crescer numa comunidade e numa sociedade racista. Como bom adolescente, queria que os românticos tivessem razão e até hoje sou fã de super-heróis por causa dessas inclinações literalmente pueris. Foi nesse livro que eu primeiramente descobri que “pejada” significava grávida. O volume narrava a história de um cearense rico que vinha estudar no Rio e se hospedava na casa de pensão (dã) de um amigo que empobrecera. A ideia do locatário era proxenetar a própria irmã e com isso levá-lo a casar-se com ela. Lembro da vívida descrição de como ela se deixou ser levada a com ele deitar-se e como eles se tornaram amantes tão contumazes que ela soltava o cabelo e desvestia-se já na frente do cabra. Só que o nordestino ...