A Marca da Mediocridade
Nos anos 70 a turma do Pasquim dizia que “ritiba” em tupi-guarani significava “do mundo”. Nos anos 80, entretanto, a capital do Paraná obteve alguma proeminência por dois motivos: um deles foi Jayme Lerner. Numa época em que os estados mais poderosos votavam firmemente na oposição, Lerner chegou ao Palácio Iguaçu e chegou a ganhar elogios mesmo do pessoal da esquerda, e ainda nos estertores da ditadura militar. Um dos experimentos urbanísticos dele foram corredores exclusivos para ônibus, com paradas onde as pessoas entravam pagando passagem, tornando o embarque rápido e ágil. Se isso soa para você como um “VLT”, aquele tipo de transporte que tem no mundo todo, é porque, sim, a ideia veio exatamente do Lerner. A outra razão pra Curitiba ser motivo de conversa era por sua vocação para a mediocridade. A cidade era capital não só do Paraná, mas também da mercadologia da época - talvez ainda o seja hoje, mas não se comenta tanto o assunto hoje em dia. Todos os produtos a serem lançado...